Navio-Escola Sagres está em doca a ser alvo de manutenção para que se mantenha dentro dos padrões e continue a navegar em segurança

Anabela Benedito | 15 de Fevereiro de 2025 às 11:55
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Navio-Escola Sagres

Há 63 anos que o Navio-Escola Sagres, o grande embaixador do nosso país no mundo, içou pela primeira vez a bandeira portuguesa. É esperado que, em maio, a Sagres regresse ao mar para as comemorações do dia da marinha.



É o navio mais antigo ao serviço da Marinha Portuguesa e um dos mais emblemáticos do mundo.

Esta é talvez uma imagem pouco habitual e que contrasta com a beleza com que o Navio-Escola Sagres, um dos grandes embaixadores de Portugal, já nos habituou. 

Desde junho do ano passado está em doca seca a ser alvo de uma manutenção de fundo e programada.

A proa da Sagres é agora uma autêntica manta de retalhos. 

Quando a chapa da embarcação está abaixo dos oito milímetros tem de ser cortada para ser colocada uma nova com dez milímetros. A quilha, por exemplo, que é a chamada espinha dorsal do navio que lhe dá estabilidade, nunca foi substituída. O ideal será que fique sempre íntegra.

São reparações de fundo em que nada é esquecido.

Construído na Alemanha, o navio foi lançado ao mar, em 1937 para servir a marinha alemã como navio de instrução. Em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial, embateu numa mina e acabou por sofrer danos significativos na proa.

Com o número de militares em mínimos históricos nas forças armadas, no ano passado, a marinha conseguiu contrariar a tendência e registou mais candidatos.

Com sangue novo, alguns deles estão mesmo a cumprir um sonho. 

Além de ser uma embaixada itinerante de Portugal é também ponto de passagem obrigatória de todos os presidentes da república e o próximo que vai ser conhecido no início do próximo ano. Pode mesmo vir a navegar na Sagres.

Quase um ano depois de estar parado para reparação, a Sagres deverá estar pronta para voltar a cumprir a sua missão em maio para as comemorações do dia da marinha, em Viana do Castelo.

O Sagres já cumpriu três voltas ao mundo. Para já, não se sabe quando haverá condições para fazer a quarta, mas na agenda já estão as comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos em 2026.