Israel e Hamas
Os mediadores focam-se agora na possibilidade de a trégua durar entre seis a oito semanas. Os Estados Unidos mantêm a confiança no acordo, mas Donald Trump voltou a ameaçar com a chegada do inferno à região caso os reféns não sejam libertados até ao dia 20 de janeiro.
A notícia está a ser avançada pela comunicação social libanesa. As negociações para o cessar-fogo na Faixa de Gaza tentam convencer as duas partes do conflito a uma trégua que pode ir de seis a oito semanas.
Fontes egípcias citadas pela imprensa no Líbano revelam que o Hamas também pretende fazer uma lista de reféns mortos, nos casos em que a localização dos corpos é conhecida pelas autoridades.
Nos últimos dias o Hamas garante já ter feito chegar ao Governo de Benjamin Netanyahu uma lista com os nomes de 34 reféns, mas esta versão continua a ser desmentida por Telavive.
Está também previsto, de acordo com mediadores egípcios, que aumente a quantidade de ajuda humanitária no enclave durante esse período. Há ainda referência a um adiar das discussões sobre a governação em Gaza no pós-guerra para uma fase posterior.
Israel diz que nesta altura o Hamas é o único obstáculo a um acordo de cessar-fogo e à libertação de reféns.
O enviado especial de Donald Trump ao Médio Oriente tem esperança de que o acordo possa vir a ser bem-sucedido.
Já o Presidente eleito dos Estados Unidos voltou a ameaçar que “o inferno vai explodir no médio oriente” caso os reféns não sejam libertados até ao dia 20 de janeiro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos encontrou-se na terça-feira o seu homólogo israelita, Gideon Saar, em Abu Dhabi. Os dois homens discutiram a crise humanitária em Gaza e os esforços regionais e internacionais para alcançar um cessar-fogo duradouro em Gaza.