Guerra e Paz
O professor sublinhou que “a melhor prova de que as negociações não correram como a administração de Trump pensava é que logo a seguir faz uma jogada surpreendente”, bloqueando Ormuz, “sobre o bloqueio que já existe das seguradoras e do Irão”.
O professor catedrático de Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz desta segunda-feira que conta com Germano Almeida e falou sobre o falhanço das negociações em Islamabade entre os Estados Unidos e o Irão.
Segundo o especialista, o fracasso “disse-nos que o Irão partiu e regressou com aquilo que esperava trazer para casa”.
“O Irão nunca teve grandes expectativas de que nestas primeiras negociações se chegasse a um acordo definitivo. Queria ganhar tempo, queria manter o cessar-fogo e isso acabou por acontecer”, explicou.
Luís Tomé destacou que Donald Trump, ao enviar J.D. Vance para as negociações “tinha a expectativa de resolver tudo repentinamente”, mas o Irão não aceitou as condições que os Estados Unidos traziam.
“Na lógica da delegação americana, aquilo que iria acontecer era os Estados Unidos imporem aquilo que o Irão devia aceitar, no fundo, como capitulação. Isso obviamente não aconteceu”, acrescentou.
O professor sublinhou que “a melhor prova de que as negociações não correram como a administração de Trump pensava é que logo a seguir faz uma jogada surpreendente”, bloqueando Ormuz, “sobre o bloqueio que já existe das seguradoras e do Irão”.