Nova era do fenómeno Ozempic
O lançamento do primeiro comprimido contra a perda de peso pela Novo Nordisk espoletou uma guerra de preços. A adoção poderá não ser tão grande quanto se esperava e há desafios como os genéricos.
A Novo Nordisk foi a primeira a chegar ao 'comprimido dourado' para tratar a diabetes e a perda de peso, mas agora o mais recente marco da indústria já está a ser posto em causa por genéricos.
Nas primeiras semanas, mais de 170 mil pessoas compraram o comprimido Wegovy. Apesar de a expectativa da empresa ser de aumento das vendas, há fatores que podem complicar os próximos meses.
O primeiro teste chegou com os medicamentos cópia por parte da empresa Hims & Hers. A empresa norte-americana fez uma versão genérica mais barata, mas a sua comercialização foi travada por um alerta do supervisor do mercado. Tudo é uma questão de preço.
O CEO da Novo Nordisk já tinha reduzido o custo destes comprimidos, com o objetivo de voltar a ganhar a quota de mercado que teve em tempos nos Estados Unidos.
No entanto, a farmacêutica dinamarquesa disse antecipar uma queda das vendas em 13% este ano, o que surpreendeu os investidores.
Este é um cenário que contrasta com a rival Eli Lily, que antecipa uma subida de 27% da faturação, já que beneficia de preços mais baixos e maior volume dos medicamentos, que têm mostrado níveis de eficiência mais altos.
Ou seja, mesmo que o único comprido em comercialização seja o da Novo Nordisk, essa vantagem pode não ser suficiente. Isto porque a normalização das injeções no tratamento da diabetes e perda de peso levanta questões sobre o aumento esperado do uso dos comprimidos, que se esperava que fosse o grande impulsionador das vendas.