Nova fase de manifestações em Moçambique
Com as concentrações da população, o candidato da oposição espera uma paralisação total da economia do país.
A nova fase de manifestações nacionais em Moçambique, convocada pelo líder da oposição, Venâncio Mondlane, arrancou esta quarta-feira e estende-se até sexta-feira. As autoridades moçambicanas preparam-se agora para uma escalada da violência nas ruas nas 11 capitais provinciais. O líder da oposição apelou para que os protestos fossem alargados aos portos, às fronteiras do país e aos corredores de transporte que ligam estas infraestruturas.
Diversas barricadas, pneus em chamas e disparos de tiros e gás lacrimogéneo pela polícia são algumas das ocorrências desta quarta-feira. As sirenes das viaturas tornaram-se um som familiar, mas inquietante. Esta é mais uma etapa de contestação ao processo das eleições gerais de 9 de outubro.
Com as concentrações da população, o candidato da oposição espera uma paralisação total da economia do país. Sobre o impacto do protesto 7 de novembro em Maputo, que levou ao caos na capital moçambicana, o candidato presidencial afirmou que nunca foi intenção realizar um golpe de Estado.
A Suécia tem sido o refúgio a partir do qual Mondlane comunica com os moçambicanos e incentiva, sobretudo através da rede social Facebook, a contestação ao regime, que tem sido praticamente diária.
Venâncio Mondlane garante que não vai desistir até que a "verdade eleitoral" seja atingida. Mondlane fez a sua ameaça, afirmando que Moçambique vai entrar agora numa nova fase "extremamente dolorosa".