"Não há vítimas, até ao momento, entre a população civil. No que diz respeito aos bombeiros, registaram-se cinco feridos ou casos de mal-estar, mas de natureza leve", acrescentou o representante do Estado na região, Gilles Clavreul.
Um incêndio que começou em Biscarosse, no sudoeste de França, avançou esta sexta-feira para sudeste em direção a Parentis e 8000 pessoas tiveram de ser retiradas preventivamente, além das 23.000 já retiradas desde quinta-feira à noite, anunciaram as autoridades locais.
"Não há vítimas, até ao momento, entre a população civil. No que diz respeito aos bombeiros, registaram-se cinco feridos ou casos de mal-estar, mas de natureza leve", acrescentou o representante do Estado na região, Gilles Clavreul.
Outro incêndio em França assola Gironda, também no sudoeste.
O incêndio que afeta Gironda já destruiu mais de 12.500 hectares de floresta e obrigou à retirada de 44.000 pessoas em dois dias, anunciaram também esta sexta-feira as autoridades locais.
"As condições meteorológicas continuam desfavoráveis, com rajadas de vento previstas até aos 80 quilómetros por hora [km/h] e trovoadas secas que poderão ocorrer localmente", sublinhou a autarquia de Gironda no último balanço da situação pelas 12 horas locais (11 horas em Lisboa).
O incêndio que começou na quarta-feira em Saumos levou também à evacuação da península de Cap-Ferret, onde os habitantes tiveram de ser retirados por estrada e por barco.
Também foram retiradas pessoas de Saumos, Le Temple, Arès e Andernos.
"Estamos perante um incêndio XXL, imprevisível", afirmou a autarca da Nova Aquitânia e de Gironda, Sophie Brocas, numa conferência de imprensa.
A autarca alertou que o incêndio de Arcachon continua fora de controlo, numa situação de seca extrema e com previsão de ventos fortes que podem complicar os trabalhos de extinção.
Detalhou que as autoridades procederam à retirada preventiva de cerca de 35.000 pessoas nos últimos dois dias na baía de Arcachon, incluindo toda a península de Cap Ferret, com cerca de 40.000 residentes e visitantes na época alta, depois de o incêndio ter rompido, durante a madrugada, uma linha de defesa que os bombeiros mantinham há dois dias.
Mais de 1.000 bombeiros, 440 polícias militares, 260 veículos e um vasto dispositivo terrestre participam nas operações no terreno, entretanto reforçadas com quatro aviões Canadair, três aviões de combate a incêndios e helicópteros de reconhecimento.