Novas tabelas de retenção na fonte do IRS: o que vai mudar?

| 23 de Julho de 2025 às 14:50
A carregar o vídeo ...

IRS

Com a alteração das tabelas de IRS, no acerto de contas, podem ser mais os contribuintes que vão ter pagar este imposto em 2026.

O Governo continua a ter como objetivo aproximar o valor do IRS retido ao do imposto devido. Por isso decidiu baixar o IRS em 500 milhões de euros e traduziu a descida nas retenções na fonte, que são feitas aos salários e pensões todos os meses.

As novas tabelas de retenção na fonte do IRS, que foram anunciadas pelo Governo esta terça-feira, vão fazer com que os salários até 1136 euros e as pensões abaixo de 1116 fiquem livres de descontos para o imposto em agosto e setembro.

A isenção em causa apenas se aplica a todos os trabalhadores e reformados solteiros ou que são casados com alguém que também tem rendimentos.

Com a referida isenção, ficam compensados os descontos feitos a mais nos primeiros sete meses deste ano por estes contribuintes.

Em agosto e setembro, a nova tabela de IRS vai fazer subir os salários e as pensões líquidas.

Um solteiro sem dependentes com um rendimento bruto mensal de 100 mil euros poupa com o novo IRS 80 euros.

O cenário é idêntico se tiver um ou mais dependentes. O caso é diferente num casal com o mesmo rendimento bruto, ou seja, de 1000 euros.

Se não tiver dependentes, poupa 166 euros. Já no caso de um pensionista sem dependentes, em agosto e setembro, com o novo IRS, poupa 55 euros.

Em outubro acabam os descontos retroativos e entram em vigor novas tabelas de IRS.

A única taxa por rendimento coletável que não sofre alteração é para remunerações anuais brutas até 8059 euros.

Com a alteração das tabelas de IRS, no acerto de contas, podem ser mais os contribuintes que vão ter pagar este imposto em 2026.

Os que recebam um reembolso, valor pode ser mais baixo do que aquele se verificou este ano.