Novo medicamento pode mudar vida de paraplégicos e tetraplégicos
Nos testes, doentes que não andavam voltaram a mexer braços e pernas. A descoberta foi feita na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Brasil.
Um grupo de cientistas brasileiros está a testar um medicamento que pode transformar o tratamento das lesões na medula espinhal. O fármaco chama-se polilaminina e, nos estudos realizados, ajudou pessoas paraplégicas e tetraplégicas a voltarem a mexer partes do corpo que estavam paralisadas.
A descoberta é resultado de 27 anos de investigação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. A substância já tem patente, mas ainda precisa de passar por novos testes e pela aprovação das autoridades de saúde antes de poder ser usada nos hospitais.
A polilaminina atua nas ligações que levam as ordens do cérebro ao resto do corpo. O tratamento só funciona se for aplicado até três dias depois do acidente. Foi isso que aconteceu com Bruno, que ficou paraplégico em 2018. Recebeu as injeções e ficou acamado.
Três semanas depois, conseguiu mexer um dedo do pé. Um ano e meio depois, já andava com ajuda. Hoje, com 31 anos, diz que voltou a ter esperança. Há mais casos de sucesso.
A investigação ganhou força quando a farmacêutica Cristália investiu milhões para produzir o medicamento em grande escala. É um passo importante para que, um dia, este tratamento possa chegar a quem mais precisa.