Novos dados do processo do homicídio de Carlos Castro revelam que Renato Seabra não foi interrogado de imediato pela polícia

| 25 de Abril de 2026 às 16:22
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Carlos Castro

Foi sedado e levado para a psiquiatria após o crime.

Há novos pormenores sobre as horas críticas que se seguiram ao homicídio macabro de Carlos Castro. Documentos do processo, a que a CMTV teve acesso, revelam que Renato Seabra não foi imediatamente interrogado pelos investigadores.

O modelo português abandonou o local do crime, apanhou um táxi, e dirigiu-se a um hospital, onde viria a ser detido pelas autoridades.

Depois da detenção, foi encaminhado para a psiquiatria e sedado. Isso alterou o arranque da investigação.

Segundo os documentos, os inspetores não conseguiram começar logo o interrogatório porque Renato Seabra estava sem condições para responder.

O modelo mal reagia às perguntas das autoridades.

Tinha dificuldade em manter-se acordado e o estado em que se encontrava impediu um primeiro interrogatório imediato, numa fase decisiva da investigação.

São novos dados que ajudam a perceber o que aconteceu nas horas seguintes ao crime e que agora surgem revelados nos documentos que serviram de base ao podcast do Observador “Os Ficheiros do Caso de Carlos Castro”.

O processo mostra que a condição clínica em que Renato Seabra foi encontrado obrigou primeiro a uma intervenção psiquiátrica. Só depois avançaram as diligências policiais.

O homicídio aconteceu a 7 de janeiro, num quarto do Hotel Intercontinental, em Nova Iorque. Segundo a investigação, Carlos Castro foi espancado, agredido com objetos do quarto e mutilado.

No local, a polícia recolheu provas, vestígios de sangue, impressões digitais e as armas usadas no crime.

Mas o foco destes novos dados está precisamente no que aconteceu depois, no momento em que o suspeito foi localizado.

E no facto de o primeiro contacto com os investigadores ter sido condicionado pela sedação e pelo estado em que se encontrava.

Renato Seabra viria a ser condenado, em 2012, a uma pena de 25 anos a prisão perpétua.

Estes documentos lançam nova luz sobre um momento crucial do processo: as horas seguintes ao crime, nas quais o suspeito se encontrava incapacitado e o interrogatório foi suspenso.