Número de Câmaras Municipais governadas sem maioria absoluta aumenta de 50 para 75

| 15 de Outubro de 2025 às 16:25
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Número de Câmaras Municipais governadas sem maioria absoluta aumenta de 50 para 75

Grande parte dos maiores municípios do país, como Lisboa e Porto, tem minoria no executivo.

Nas últimas eleições autárquicas, o PSD venceu em seis dos dez maiores municípios portugueses e o Partido Socialista nos restantes quatro. A maioria destas autarquias está em risco de bloqueio governativo, porque vão ser governadas sem maioria absoluta. Nesta condição estão oito das dez maiores Câmaras do país. 

Se analisarmos a nível global, com o resultado eleitoral do último domingo, o número de autarquias governadas sem maioria absoluta subiu de 50 para 75. Neste cenário estão 28 Câmaras conquistadas pelo PS, 26 do PSD, 12 ganhas por candidatos independentes, seis pela CDU, duas do Chega e uma do CDS-PP. 

Dos dez maiores municípios nacionais, só o de Loures e o de Matosinhos vão ser governados com maioria absoluta. Ambos foram ganhos pelo Partido Socialista. Os autarcas eleitos pelos restantes oito maiores concelhos sem maioria absoluta vão estar obrigados a negociações constantes para que a governação chegue a bom porto. 

É o caso de Carlos Moedas, que foi reeleito na Câmara de Lisboa, e de Pedro Duarte, que venceu a Câmara do Porto. Nuno Piteira Lopes e Marco Almeida, os autarcas de Cascais e Sintra, também vão ter de chegar a entendimentos para conseguir governar. O mesmo se passa para os presidentes de Câmara eleitos por Almada, Amadora e Vila Nova de Gaia. 

O caso mais complicado pode verificar-se em Braga, já que o número de mandatos eleitos pela coligação PSD/CDS, pela coligação PS/PAN e pelo movimento independente liderado por Ricardo Silva, é equivalente. 

O Chega pode ser o fiel da balança na questão da governação nas câmaras do Porto, Gaia e Braga.