Nuno Melo rejeita pedido de demissão do Bloco de Esquerda
“O CDS é um partido político. O CDS é totalmente solidário numa coligação, mas é um partido que vale por si”, declarou.
O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, recusou demitir-se do cargo. Numa ação de campanha para as eleições autárquicas, em Santana, Nuno Melo diz que apesar de estar numa coligação, o partido não desapareceu.
“O CDS é um partido político. O CDS é totalmente solidário numa coligação, mas é um partido que vale por si”, declarou.
Questionado sobre o pedido de demissão do BE, que acusou o ministro da Defesa de ter autorizado a passagem de aeronaves e material de guerra para Israel na Base das Lajes, Nuno Melo recusou-se a responder, não querendo “dar mais palco ao Bloco de Esquerda”.
“Eu sou presidente do CDS, não estou aqui como ministro da Defesa, estou em campanha eleitoral. Eu não me demito da minha condição como presidente do CDS. Tenho a obrigação de expressar aquilo que são as opiniões do partido”, justificou.
Recorde-se que, esta sexta-feira, o Bloco de Esquerda pediu a demissão de Nuno Melo como ministro da Defesa. O PCP e o PS pediram uma audição parlamentar do ministro e de Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, que diz não ter tido conhecimento da passagem das aeronaves israelitas no Açores. Também o porta-voz do Livre, Rui Tavares, disse que “isto tudo vai ter de ser bem explicado”. A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, rejeitou “jogos de palavras” e pediu esclarecimentos a Nuno Melo.