José Luís Carneiro
O secretário-geral do PS finalizou o discurso invocando Salgueiro Maia e afirmando um "compromisso com o futuro para o bem de todos". "A liberdade não se oferece, conquista-se", disse.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, lembra que com Abril "transformámos um país amordaçado e adiado num país aberto ao mundo." "O 25 de Abril foi mais do que uma revolução, foi um sobressalto moral, que devolveu o futuro aos jovens, comemoramos hoje a coragem dos que ousaram acreditar que a democracia era possível."
O líder do PS recorda a guerra colonial. "Durante a ditadura o país via partir milhares de jovens, que saíam da guerra e da pobreza. Hoje são a nossa diáspora, é um dos ativos mais ativos de Portugal, que exige outra prioridade política. Durante a ditadura, o país persistia na guerra colonial, os jovens recebiam guia de marcha para combater numa guerra sem sentido. A solução tinha de ser política e nunca militar, devia ter sido negociada logo após a 2.ª Guerra Mundial. A teimosia colonialista levou o país para 13 anos de guerra, responsável por milhares de mortos e feridos. Uma palavra para os antigos combatentes, vítimas de um regime anacrónico e impiedoso."
"Depois do longo período do orgulhosamente sós, Portugal apresenta-se como um construtor ativo, redefiniu a sua presença no Mundo", constata ainda José Luís Carneiro, alertando para a demagogia "que mina a sociedade portuguesa".
"A liberdade sem uma vida decente é incompleta", avisa o deputado, alertando para os "problemas que afetam os cidadãos", da saúde à educação, da habitação aos rendimentos. "A liberdade não se oferece, conquista-se. Ela não tem pais, somos todos nós que a fazemos todos os dias."
Carneiro falou ainda na falta de respostas na Saúde e apontou que a justiça social é um valor de todos os dias, sem deixar de referir a necessidade de crescimento económico e da "habitação digna para as famílias".
O secretário-geral finalizou o discurso invocando Salgueiro Maia e afirmando um "compromisso com o futuro para o bem de todos". "A liberdade não se oferece, conquista-se".