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«O Irão está a escapar ao bloqueio de Ormuz de várias maneiras»

| 11 de Junho de 2026 às 00:08
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Maria João Tomás explicou que, ao contrário de Donald Trump, que enfrenta pressões internas devido às próximas eleições e a eventos comemorativos nos Estados Unidos, o Irão beneficia com o prolongamento da guerra, uma vez que o estado de sítio impede revoltas populares internas.

A especialista em geopolítica Maria João Tomás analisou, numa edição especial do programa Guerra e Paz no NOW, as recentes tensões no Médio Oriente e os ataques dos Estados Unidos ao Irão.

Durante a entrevista, a comentadora destacou a resiliência de Teerão face ao conflito. Para ilustrar a frieza do regime, Maria João sublinhou: "Se morrerem cinco, dez ou 40 mil, para eles é igual".

A especialista explicou que, ao contrário de Donald Trump, que enfrenta pressões internas devido às próximas eleições e a eventos comemorativos nos Estados Unidos, o Irão beneficia com o prolongamento da guerra, uma vez que o estado de sítio impede revoltas populares internas.

Além disso, Maria João notou uma mudança geopolítica significativa na região, referindo que "o que está a mudar no Médio Oriente são as rotas de comércio, portanto, para evitar o estreito de Ormuz".

Os países do Golfo procuram agora maior autonomia de segurança e defesa, distanciando-se da dependência norte-americana e evitando rotas que passem por Israel.

Por fim, a comentadora desmistificou a ideia de que Teerão está isolado, garantindo que "o Irão está a escapar de várias maneiras", nomeadamente através da utilização do mar Cáspio e do Cáucaso para manter a sua circulação económica, com a China a emergir como a grande beneficiária estratégica.