“O Orçamento que sair tem de ser o que entrou”, diz Miranda Sarmento, apelando à responsabilidade do parlamento
O ministro destaca sobretudo o Partido Socialista, que já anunciou a viabilização deste Orçamento pela sua abstenção.
O ministro das Finanças apela à responsabilidade dos partidos para não desvirtuarem o Orçamento do Estado. Miranda Sarmento avisa que o documento não pode sair do parlamento a apontar para um défice.
"Nós projetámos um superávite para o próximo ano de 0,1%, cerca de 270 milhões", informou esta quinta-feira Miranda Sarmento, na conferência de apresentação do Orçamento de Estado.
Apelando a que o parlamento tenha responsabilidade, o ministro pediu que o Orçamento que sair, do ponto de vista das contas públicas, seja o mesmo que entrou.
"Sobretudo o Partido Socialista, que já anunciou a viabilização deste Orçamento pela sua abstenção, terá agora, naturalmente, uma responsabilidade reforçada. Não é possível acreditar que o Orçamento é viabilizado para depois ser desvirtuado", afirmou.
Miranda Sarmento destaca ainda que, se houver medidas com impacto orçamental de perda de receita ou aumento de despesa, o parlamento está a dizer que quer que o País no próximo ano tenha um défice.