O que ainda não se sabe sobre o acidente em que Diogo Jota e o irmão morreram

| 03 de Julho de 2025 às 22:19
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Diogo Jota

Sabe-se que o carro onde seguiam, um Lamborghini, se despistou e incendiou-se numa autoestrada em Zamora, mas ainda não está claro quem conduzia, a que velocidade circulava o veículo ou o que, exatamente, causou a tragédia. As autoridades espanholas estão a investigar.


Zamora, A52, quilómetro 65. Era meia-noite e meia, hora de Espanha, quando um Lamborghini se despistou e ardeu em chamas. No interior, Diogo Jota, 28 anos, internacional português, e o irmão, André Silva, 25 anos, jogador do Penafiel. Nenhum sobreviveu.

Na manhã desta quinta-feira, Espanha e Portugal acordaram com a mesma notícia: uma tragédia difícil de explicar. A pergunta impôs-se: como é que dois irmãos, jovens, atletas, com o mundo aos pés, perdem a vida numa autoestrada em plena madrugada?

O acidente aconteceu no município de Cernadilla, província de Zamora. O carro despistou-se durante uma ultrapassagem e incendiou-se de imediato. As chamas alastraram à vegetação. Não houve tempo para escapar. A Guardia Civil avança que o acidente terá sido causado pelo rebentamento de um pneu.

Diogo Jota regressava a Liverpool. Após uma cirurgia ao pulmão, a viagem de avião foi desaconselhada. Seguia de carro com o irmão, que o acompanhava até ao porto de Santander, onde embarcaria num ferry para Inglaterra. Era o início de uma nova época. Seria mais um capítulo da história, mas acabou por ser o último.

Os dois eram os únicos ocupantes do veículo. A identificação foi feita com documentos encontrados no carro, mas os corpos estavam carbonizados. As autoridades espanholas avançam que os testes de ADN e as provas periciais foram fundamentais para confirmar a identidade das vítimas.

Há dúvidas que continuam sem resposta. A primeira: quem conduzia?

Inicialmente foi apontado Diogo Jota, mas há quem garante que tenha sido irmão, Andréa Silva, quem estava ao volante. A informação continua por confirmar oficialmente.

A imprensa internacional refere que está em causa um possível excesso de velocidade. O limite nas autoestradas espanholas é de 120 km/h.

O carro terá feito uma ultrapassagem, rebentou o pneu e perdeu o controlo. Não há indícios de colisão com outros veículos. O alerta foi dado por testemunhas, mas não se sabe se eram os ocupantes do carro ultrapassado.

Um camionista captou os momentos após o desastre. O vídeo arrepiante mostra o carro a arder, isolado, antes da chegada dos meios de socorro.

A Guardia Civil espanhola continua a investigar. Um relatório final vai ser emitido nas próximas semanas, ou meses. Até lá, restam as perguntas.