“O que estamos a viver no SNS não é um imprevisto, é uma escolha política”, diz presidente da Federação Nacional dos Médicos

Inês Simões Gonçalves | 26 de Dezembro de 2025 às 20:29
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“O que estamos a viver no SNS não é um imprevisto, é uma escolha política”, diz presidente da Federação Nacional dos Médicos

Em entrevista ao NOW, Joana Bordalo acusou o Governo e a ministra da Saúde de não terem feito o planeamento necessário para o SNS resistir ao inverno.

A presidente da Federação Nacional dos Médicos sublinhou esta sexta-feira que o caos que se tem vivido no Serviço Nacional de Saúde não é fruto de um imprevisto, mas sim o resultado de uma escolha política. 

Em entrevista ao NOW, Joana Bordalo acusou o Governo e a ministra da Saúde de não terem feito o planeamento necessário para o SNS resistir ao inverno. 

“Quer o Governo de Montenegro quer a ministra [...] sabiam há meses que iriamos chegar ao inverno, ao Natal e ao Ano Novo com falta de médicos e nada fizeram”, criticou. 

Esta quinta-feira, dia de Natal, o tempo de espera nas urgências chegou às 19 horas. 

No Santa Maria, em Lisboa, o tempo médio de espera para primeira observação para os casos pouco urgentes superava, ao início da tarde, as seis horas. Já no Garcia de Orta, em Almada, ultrapassava as 19 horas e, no caso do Beatriz Ângelo, em Loures, o tempo médio de espera quase que chegava às oito horas. Da parte da manhã, no Amadora-Sintra, a espera dos doentes triados como urgentes era cerca de 11 horas.