11 anos de prisão por tráfico em Leiria
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O sobrinho do detido, também acusado pelo Ministério Público, foi ilibado pelo coletivo de juízes.
Chegou ao final, esta segunda-feira, o julgamento onde dois homens, tio e sobrinho, proprietários de uma empresa de bens alimentares, respondiam por crimes de tráfico de estupefacientes, falsificação de documentos, associação criminosa e sequestro.
Na leitura do acórdão, o coletivo de juízes do tribunal de Leiria condenou o tio, de 55 anos, numa pena de 11 anos de prisão, por um crime de tráfico de droga, na forma agravada, e de falsificação de documentos. O sobrinho, que em tribunal afirmou não saber de nada, foi ilibado de todos os crimes de que estava acusado.
O tribunal considerou provado que a empresa, que no papel era detida pelo sobrinho, embora fosse o tio que tomava as decisões, importou seis toneladas de cocaína dissimulada em farinha de soja, proveniente do Paraguai, em 2024.
Nas instalações da empresa, a Polícia Judiciária encontrou e apreendeu 3,6 toneladas de produto estupefaciente, avaliado em 105 milhões de euros, e ainda um camião, com matrícula falsa, que era usado para realizar transportes.
O tribunal deixou cair as acusações de associação criminosa e sequestro, que recaíam sobre o condenado, por falta de provas que estivesse ligado a uma organização de tráfico internacional ou que tivesse tido intervenção num assalto ocorrido no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, para recuperar a droga que a Judiciária já tinha apreendido