Operação Imergente: "Esperar pela conclusão de uma investigação do Ministério Público é tempo demais", diz Duarte Cordeiro

| 02 de Junho de 2026 às 22:39
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O ex-ministro do Ambiente e Ação Climática considera que as instituições envolvidas devem divulgar proativamente os seus processos de contratação, sem esperar pela conclusão da investigação do Ministério Público.

Esta terça-feira no NOW, Duarte Cordeiro reconheceu que a investigação "Operação Imergente" na Junta de Freguesia de Santa Maior e a Junta de Freguesia da Misericórdia, lideradas pelo PS, envolveu "naturalmente" o partido, mas ressalvou que este tipo de situações não se limita aos socialistas.

O antigo ministro defendeu que o Ministério Público deve investigar as denúncias e, se tiver dúvidas, deve alargar a investigação para além dos casos denunciados, uma vez que as denúncias tendem a ser focadas em situações concretas.

Cordeiro deixou ainda um aviso às autarquias e aos partidos: não devem ficar indiferentes às suspeitas que vão surgindo. Na opinião do ex-ministro, devem dar um passo em frente e divulgar os procedimentos e políticas de contratação, mesmo quando essa divulgação não é legalmente obrigatória, e fazê-lo antes de serem questionados.

"Esperar pela conclusão de uma investigação do Ministério Público é tempo demais", afirmou, alertando para o risco de as suspeitas continuarem a contaminar a opinião pública durante anos, enquanto os processos se arrastam.

Relembrando que a "Operação Imergente" decorreu na passada quinta-feira onde a Polícia Judiciária realizou buscas em várias freguesias de Lisboa e fez cinco detidos: Duarte Moral, assessor do secretário-geral do PS José Luís Carneiro, a mulher Rute Reimão, o sócio Rui Pedro Nascimento, a vereadora na Câmara de Oeiras Filipa Laborinho e o ex-porta voz do PSOE Emilio Vázquer Blanco. Foram ainda constituídos 37 arguidos.

Em causa estão alegados favorecimentos na contratação de militantes socialistas e adjudicação direta de serviços a empresas ligadas ao partido, entre 2016 e 2022.