Guerra e Paz
No NOW, a eurodeputada falou sobre aquilo que se pode esperar das eleições de domingo na Hungria.
A eurodeputado social-democrata Lídia Pereira foi a segunda convidada do programa Guerra e Paz desta sexta-feira e falou sobre as legislativas de domingo na Hungria. O líder da oposição húngara — e favorito nas eleições — Péter Magyar tem como principal bandeira eleitoral o combate à corrupção, no país considerado o mais corrupto da União Europeia.
"O cenário está em aberto, as sondagens dão neste momento uma vantagem do partido Tisza, do presidente Péter Magyar, que é meu colega no Parlamento Europeu. Creio que vamos estar no domingo na expectativa de que haja uma possibilidade de mudança de caminho e de rumo na Hungria e que seja um caminho mais europeu do que aquele que tem sido, infelizmente, trilhado", começou por referir a eurodeputada.
De seguida, Lídia Pereira menciona que o sistema eleitoral húngaro tem "as suas particularidades", estando em causa a eleição de 199 deputados e sendo que 06 desses "pertencem a círculos uninominais e 96 pertencem depois aos círculos plurinominais".
"Portanto, não basta ganhar o voto nacional. É fundamental ter uma vitória também nestes círculos uninominais. E depois há uma curiosidade que, aparentemente, na Hungria não há tradição de sondagem à boca da urna, o que significa que, depois do fecho das urnas, vamos ter que esperar algumas horas até começarem a sair os primeiros resultados", explicou.
Já sobre as campanhas dos candidatos, Lídia Pereira caracterizou-as como "distintas", com Viktor Orbán a apelar à "estabilidade", numa retórica "anti-Ucrânia", enquanto que o seu opositor, Péter Magyar, apela à mudança e ao combate à corrupção.
"Neste momento ainda é difícil dizer quem será o vencedor, até porque temos que ser cautelosos. Viktor Orbán não é propriamente conhecido por simplesmente abandonar o poder", acrescentou.