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O analista frisou ainda a ausência de margem para aumentos orçamentais de despesa pública, concluindo sobre o alívio tributário prometido: «este será sempre um orçamento mais do País do que dos portugueses».
O analista político João Pacheco abordou no NOW esta sexta-feira, em entrevista, o processo de negociação e votação do Orçamento do Estado, salientando que a viabilização da proposta governamental pelo Partido Socialista se mantém previsível. Segundo explicou, «a abstenção não está colocada aqui em causa», realçando que a direção socialista facilmente convence os seus órgãos internos perante a necessidade de evitar o ónus de desencadear uma crise política e legislativas antecipadas.
João Pacheco destacou que as dúvidas suscitadas em torno de duas das condições previamente exigidas pelo partido — respeitantes a investimentos pendentes da execução do Plano de Recuperação e Resiliência e ao auxílio destinado às vítimas das tempestades — integram uma dinâmica retórica e de afirmação enquanto oposição. Na sua leitura analítica, o entendimento entre a Aliança Democrática e o Partido Socialista retira capacidade e força de bloqueio parlamentar ao Chega na votação da generalidade, abrindo contudo espaço para dinâmicas de votação imprevisíveis no debate na especialidade.
O analista frisou ainda a ausência de margem para aumentos orçamentais de despesa pública, concluindo sobre o alívio tributário prometido: «este será sempre um orçamento mais do País do que dos portugueses».