Órgãos externos da Assembleia da República “não estão a ser representativos”, diz André Ventura

Inês Simões Gonçalves | 08 de Abril de 2026 às 22:41
A carregar o vídeo ...

NOW

O líder do Chega realçou que o partido ganhou nas eleições de 2024 e de 2025, mas “na RTP, no Tribunal Constitucional, nos órgãos externos está o Partido Socialista e a esquerda”.

O presidente do Chega esteve esta quarta-feira no NOW e defendeu que o Tribunal Constitucional (TC) “tomou decisões que afetam o desenvolvimento do país”.  

“O Tribunal Constitucional, dentro das suas competências [...] inviabilizou uma lei dos estrangeiros, criou problemas no âmbito da lei da nacionalidade, para além de uma série de outras normas — desde a eutanásia a outras — em que [...] tomou decisões que afetam o desenvolvimento do país”, afirmou. 

Segundo André Ventura “há um conjunto de pessoas que se sente fora da representação e deste poder de decisão”. 

“Os que não são de esquerda nem socialistas têm de começar a pensar: ‘porque é que as instituições estão infestadas, no bom sentido, de pessoas de esquerda em todo o lado quando a direita tem dois terços de maioria no parlamento?’”, apelou. 

Ventura realçou que o Chega ganhou nas eleições de 2024 e de 2025, mas “na RTP, no Tribunal Constitucional, nos órgãos externos está o Partido Socialista e a esquerda”. 

O líder do partido lembrou que o Presidente da República, na celebração dos 50 anos da Constituição, defendeu que os órgãos externos da Assembleia da República não devem ser partidarizados, mas devem ser representativos”. 

Para Ventura, “o problema em muitos dos casos é que não estão a ser representativos”. 

“Qual é o interesse de termos metade [...] dos votos se não podemos fazer mudanças no país porque há um Tribunal que diz que viola a Constituição?”, questionou.