Sara Sharif
A sentença do coletivo de juízes do tribunal Old Bailey, em Londres, foi conhecida esta semana.
Sara Sharif tinha apenas dez anos quando foi encontrada morta na casa onde morava no Reino Unido. O caso macabro remonta a agosto do ano passado e chocou o mundo.
A menina tinha sido torturada, foi encontrada com múltiplos ferimentos, como queimaduras de ferro no corpo, marcas de escaldão nos pés e de mordidelas humanas.
Sarah tinha ainda 25 ossos partidos.
O tribunal deu como provado que a criança sofreu pelo menos 71 lesões no dia em que morreu.
Sara chegou mesmo a ser amarrada e encapuçada, enquanto era agredida com um bastão e um taco de metal. Estes eventos aconteceram semanas antes da morte, tendo também ficado provado que a menina era alvo constante de agressões. A onda de abusos terá durado dois anos.
O pai e a madrasta foram considerados os principais culpados pela morte da menina.
A decisão judicial chega depois do julgamento que durou dez semanas no tribunal criminal central de Inglaterra e do País de Gales.
Urban Sharif e a mulher foram detidos no aeroporto de Gatwick, em Londres, investigados, julgados e agora condenados por um coletivo de juízes, por terem assassinado brutalmente a menina. Entendem ter-se tratado de uma campanha de “violência grave e repetida, e com um grau de crueldade inconcebível".
o juiz referiu ainda que as lesões encontradas obrigaram ao envolvimento de duas pessoas: uma para desferir os golpes e outra para agarrar a criança...
Apesar de terem fugido do país logo após a morte da criança, os dois sempre negaram ter cometido qualquer crime.
O pai vai assim passar, pelo menos 40 anos preso, a madrasta terá de cumprir uma pena mínima de 33 anos.
Contudo, podem nunca mais sair da prisão, visto que as penas podem tornar-se perpétuas. Vão ser revistas ao fim de alguns anos e podem sofrer aumentos.