Naquele local, disse, encontram-se “matilhas de diferentes caçadores, que foram retirados de um bairro, mas que pertencem a proprietários diferentes”.
A dirigente do PAN, Inês Sousa Real, denunciou este sábado a falta de condições em que encontrou um grupo de cães, pertencentes a caçadores, mas acolhidos em espaço arrendado pela autarquia de Penafiel, junto ao canil municipal, que visitou durante a manhã.
Inês Sousa Real disse à Lusa que pediu a intervenção da GNR porque os animais se encontravam em condições “deploráveis, rodeados de fezes, sem água e sem comida” e afirmou que irá apresentar uma queixa-crime.
“Na parte de trás do canil existe um espaço que foi cedido aos caçadores aqui do bairro, está absolutamente imundo, os animais estão a passar fome, não têm quaisquer condições”, sustentou.
Naquele local, disse, encontram-se “matilhas de diferentes caçadores, que foram retirados de um bairro, mas que pertencem a proprietários diferentes”.
“Há animais doentes, cheios de fezes, pele e osso, a comerem os próprios dejetos, temos inclusivamente vídeos disso”, referiu.
Foi durante uma visita ao Canil Municipal de Penafiel que a dirigente do PAN percebeu a existência de cães que ladravam em instalações anexas ao canil, que não tinham sido incluídas no percurso visitado.
“Fomos até lá e defrontamo-nos com uma situação degradante. Foi-nos comunicado que os animais pertenciam a um grupo de caçadores, pelo que denunciamos e chamamos a GNR ao local”, contou à Lusa.
Além desta situação de insalubridade e de falta de alimentação, foram encontrados casos de animais muito doentes.
“Há aqui um animal que vai morrer provavelmente nos próximos dias. Também se suspeita que possa haver aqui procriação de cães de raça”, acrescentou.
A visita de Inês Sousa Real ao Canil Municipal de Penafiel teve como objetivo verificar ‘in loco’ as condições de funcionamento do espaço, uma vez que os dados relativos a atividade do canil “ainda não foram publicados pela Direção Geral de Veterinária”, o que gerou “alguma apreensão”.
No local, o vereador responsável pelo Pelouro, Henrique Martins, disse à Lusa que os dados foram todos enviados, mas “não foram publicados”, alegadamente porque uma parte da atividade foi realizada em clínicas privadas, dada a inexistência de sala de cirurgia no canil.
“Não compreendemos porque há outros canis municipais na mesma situação e já têm os seus dados disponíveis na página da Direção Geral de Veterinária”, disse à Lusa.
O autarca disse ainda que estão previstas obras de melhoramento das instalações do canil municipal, assim como um reforço de meios humanos, mas não soube garantir que a criação de uma sala de cirurgia está incluída.
Sobre o caso denunciado por Inês Sousa Real, o autarca disse desconhecer as condições em que aqueles animais se encontram e comprometeu-se a “mudar a regra do funcionamento, no sentido de ter um acesso permanente ao espaço”.