Papa Leão XIV saúda memorando entre EUA e Irão e pede eliminação de armas nucleares

| 17 de Junho de 2026 às 11:54
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Papa Leão XIV saúda memorando entre EUA e Irão e pede eliminação de armas nucleares

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O pontífice manifestou esperança no sucesso do acordo, que será assinado oficialmente na sexta-feira em Bürgenstock, na Suíça, e que prevê a continuação do cessar-fogo e novas negociações sobre questões nucleares.

O Papa Leão XIV manifestou esta quarta-feira "esperança" no êxito do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, apelando ao diálogo e à eliminação das armas nucleares.

"Graças a Deus, pelo menos este memorando existe", disse o pontífice aos jornalistas em Castel Gandolfo, expressando o desejo de que "a guerra tenha realmente terminado e que possamos avançar para o bem de todos".

O acordo preliminar, que prolonga por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, será assinado oficialmente na sexta-feira no complexo hoteleiro de Bürgenstock, perto de Lucerna, na Suíça, o mesmo local que em junho de 2024 acolheu a conferência internacional sobre a paz na Ucrânia.

A escolha do local, proposta pelos mediadores do Paquistão e do Qatar, bem como pelas próprias partes, justifica-se pela sua difícil acessibilidade, que facilita as condições de segurança.

O memorando estabelece ainda um quadro negocial para futuras conversações sobre o dossiê nuclear e prevê um levantamento progressivo das sanções sobre Teerão, bem como a reabertura do Estreito de Ormuz.

O documento, descrito pelo vice-presidente norte-americano JD Vance como tendo "cerca de uma página e meia" e sendo "muito geral", já foi assinado eletronicamente por Donald Trump, Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano e principal negociador de Teerão, Mohammad Bagher Ghalibaf, que deverá liderar a delegação iraniana na cerimónia de sexta-feira.

Washington deverá fazer-se representar por altos responsáveis da administração norte-americana, não sendo excluída a participação do próprio Trump, após a conclusão da cimeira do G7 em Evian, no leste de França.

O texto integral do acordo não foi tornado público, persistindo dúvidas sobre alguns dos pontos negociados entre as duas partes.