Paulo Abreu dos Santos terá atacado crianças num culto religioso do Seixal

| 17 de Dezembro de 2025 às 11:58
A carregar o vídeo ...

Paulo abreu dos santos é suspeito de ter atacado crianças num culto religioso do Seixal

O advogado terá abusado dos menores num espaço considerado sagrado para uma prática religiosa de origem africana, da qual faz parte.

É descrito por quem o conhece como uma pessoa descompensada, sádica e com requintes de malvadez. No entanto, apesar dos comportamentos estranhos, nunca terá havido suspeitas de abusos. Paulo Abreu dos Santos tornou-se membro dos Orixás — uma prática religiosa de origem africana — em 2012, um ano antes de entrar na Ordem dos Advogados. 

O ex-adjunto da ex-ministra da Justiça, que está em prisão preventiva, frequentava o culto com o irmão e a mãe. Além disso, era também habitual o ex-namorado participar nas celebrações do terreiro. Foi precisamente neste espaço, que é considerado sagrado, que terão ocorrido os abusos sexuais 

Ao que tudo indica, as autoridades suspeitam que o advogado poderá ter atacado algumas crianças mais fragilizadas de frequentadores do espaço. Além disso, era também frequente participarem em alguns cultos crianças carenciadas que provinham de instituições, pelo que poderá haver vítimas neste meio. 

Uma crente do culto dos Orixás revelou que o advogado “apenas parecia estar bem quando havia crianças”. No entanto, ainda não foi possível determinar as circunstâncias dos abusos, nem o número de vítimas, uma vez que o telemóvel e o computador apreendidos pela Polícia Judiciária ainda não foram alvo de peritagem.  

Para já, pouco mais se sabe além da confissão de Paulo Abreu dos Santos, que reconheceu o ataque a duas crianças, cujos vídeos das violações estavam no telemóvel. As autoridades não descartam a possibilidade de haver um cúmplice nos ataques sexuais.  

As crianças envolvidas nos abusos têm entre os quatro e os 14 anos e há centenas de imagens pornográficas que foram apreendidas. 

Perante os crimes em causa, o advogado arrisca agora a pena máxima: 25 anos de prisão.