Paulo Rangel desmente "elogio" de Rubio a Portugal sobre a base das Lajes

| 15 de Maio de 2026 às 12:06
FOTO: Duarte Roriz/Medialivre

Marco Rubio elogiou Portugal por aceitar o pedido dos EUA para utilizar a Base das Lajes.

 O Secretário de Estado dos EUA destacou Portugal como ajuda dentro da NATO e disse que o governo deu o "sim" para utilização da base das Lajes antes de os Estados Unidos explicarem o assunto.

Marco Rubio falou a bordo do Air Force One, durante a deslocação da administração de Trump à China. Na intervenção, criticou alguns aliados da NATO, em particular Espanha, acusando de dificultar o acesso dos Estados Unidos a bases aéreas. Portugal foi elogiado por Rubio como exemplo de cooperação.

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Elogios a Portugal por parte de Marco Rubio

O Governo português desmentiu esta quinta-feira as declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que garantiu que Portugal tinha autorizado a utilização da Base das Lajes, nos Açores antes mesmo de saber qual seria o propósito do pedido dos Estados Unidos.  

Em nota enviada às redações, o Ministério dos Negócios Estrangeiros desmentiu Marco Rubio.

“Como se explicou publicamente e, em detalhe, à Comissão de Negócios Estrangeiros (no dia 7 de abril), o pedido a Portugal para utilização da Base das Lajes só foi feito já depois do ataque ao Irão, sendo que o Governo português só autorizou mediante condições que foram logo tornadas públicas e que são conhecidas”, começou por explicar o Governo.

“A declaração do secretário de Estado Marco Rubio não se aplica, de todo a Portugal e não sabemos se se aplica a algum dos outros países a que se referiu”, pode ler-se na nota enviada pelo ministério de Paulo Rangel.

Recorde-se que em fevereiro, o chefe da diplomacia concedeu aos Estados Unidos uma “autorização condicional” para utilização da Base das Lajes, nos Açores, mas apenas após Washington ter informado Lisboa de que tinha realizado uma intervenção militar no Médio Oriente.

A autorização dada para eventual uso das Lajes esteve sujeita a três requisitos essenciais, referiu o ministro, e só podia ser utilizada em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação. A ação teria de ser necessária e proporcional e só podia visar alvos de natureza militar.