Paulo Rangel explica que portugueses detidos por Israel podem aceitar deportação voluntária ou ter deportação com ordem judicial
O ministro dos Negócios Estrangeiros explicou que os ativistas podem aceitar a deportação voluntária ou ter uma deportação com ordem judicial, que seria mais demorada.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, explicou em entrevista ao NOW que os portugueses detidos na flotilha humanitária a Gaza têm duas opções de deportação.
“Os detidos poderão optar [...] pela deportação voluntária, caso eles aceitem ser deportados. Nesse caso, o repatriamento será rápido. Senão, podem não aceitar terem uma deportação com ordem judicial. Nesse caso, têm de ser apresentados perante um juiz”, afirmou o ministro.
Paulo Rangel explicou que a segunda opção é mais demorada, não só por o número de detidos ser elevado, mas porque os dois feriados religiosos da próxima semana iriam atrasar o processo.
“Há uma coisa que o Governo sempre fez, que foi respeitar profundamente a liberdade. Até fizemos uma recomendação para que ficassem em águas internacionais e dessem a ajuda humanitária ao Governo de Chipre, que a faria chegar a Gaza. Muito legitimamente, recusaram isso, porque pensam que o movimento tem esse ato simbólico que também é importante”, concluiu.