PCP acusa o Governo de apresentar um Orçamento que desprotege as famílias face ao aumento do custo de vida
Paulo Raimundo sublinha que há outros grupos que estão sempre em excedente e para os quais o Governo contribui com "mais benefícios fiscais, mais regalias e mais descidas de impostos”.
Paulo Raimundo inciou o debate quinzenal desta sexta-feira com um ataque direto ao Governo. O deputado do PCP sublinhou que os orçamentos que estão sempre em défice são os dos custos de vida das famílias.
O deputado destacou o aumento dos combustíveis, dos alimentos e da habitação, sublinhando que o Orçamento mantém e aprofunda as desigualdades.
Segundo Paulo Raimundo, ao contrário das famílias, há grupos que estão sempre em excedente e para os quais o Governo contribui com "mais benefícios fiscais, mais regalias e mais descidas de impostos”.
“O primeiro-ministro acha ou não que, por exemplo, os 1300 milhões de euros lucros da Galp devem ou não contribuir para enfrentar o aumento dos combustíveis e do gás?", questionou.
Acrescentou ainda: "Acha ou não que os 500 milhões de lucros da grande distribuição, só no primeiro semestre, devem ou não contribuir para enfrentar o drama do aumento brutal do que a base alimentar? Acha ou não, por exemplo, que os 14 milhões de euros lucros por dia da banca, 10 mil euros por minuto de lucros, devem ou não, desde logo, pagar aquilo que devem ao povo português e contribuírem para enfrentar este drama do acesso à habitação?”.
Luís Montenegro recusou haver privilégios fiscais para os grandes grupos económicos e destacou que, "quanto mais lucros as empresas tiverem, mais impostos pagam sobre esses lucros".
Sobre as famílias, o primeiro-ministro realçou que os salários dos trabalhadores aumentaram 15% em termos líquidos, o que corresponde a mais dois salários.