PCP critica propostas de alteração à lei laboral do Governo

Inês Simões Gonçalves | 15 de Abril de 2026 às 18:46
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Debate Quinzenal na Assembleia da República

Para Paulo Raimundo, é uma “ilusão” que numa empresa o empregador e a entidade patronal tenham a mesma condição para negociar.

O secretário-geral do PCP criticou esta quarta-feira as propostas de alteração à lei laboral do Governo. No debate quinzenal na Assembleia da República, Paulo Raimundo acusou o executivo de Luís Montenegro de querer generalizar a precariedade, pedindo ao primeiro-ministro “três exemplos concretos da sua proposta que face à lei atual melhoram a vida dos trabalhadores". 

Luís Montenegro defendeu que “numa economia em que empregadores e trabalhadores podem sentar-se a uma mesa, chegar a acordo expresso [...] resulta em mais bem-estar do ambiente de trabalho e capacidade das empresas de promover os seus resultados”. 

Segundo o primeiro-ministro, o banco de horas permite aos trabalhadores trabalhar mais duas horas nuns dias e menos duas horas noutros, “para gerir a sua vida”. 

Paulo Raimundo criticou, no entanto, que é uma “ilusão” que numa empresa o empregador e a entidade patronal tenham a mesma condição para negociar.