PCP diz que aumento do salário mínimo “soa quase a provocação”; Chega defende que “asfixia fiscal que prejudica os trabalhadores”
João Ferreira (PCP) e Bruno Mascarenhas (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW.
João Ferreira (PCP) e Bruno Mascarenhas (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta segunda-feira e falaram sobre a proposta de aumento do salário mínimo do Governo.
Para João Ferreira, “mais do que propaganda”, este aumento “soa quase que a uma provocação a milhões de trabalhadores que em Portugal sabem o drama dos baixos salários”.
“O primeiro-ministro que disse isto é o mesmo cujo partido na Assembleia da República, há bem pouco tempo, chumbou uma proposta para fixar o salário mínimo nos mil euros", acrescentou.
O vereador da Câmara Municipal de Lisboa da CDU realçou ainda que “a realidade dos jovens que começam a vida ativa não é a realidade do jovem que ganha mais de dois mil euros a trabalhar numa Spinumviva”.
Por sua vez, para Bruno Mascarenhas, a principal preocupação são os impostos sobre as empresas e sobre o trabalho. Segundo o vereador municipal de Lisboa do Chegam "Se tivermos um salário de três mil euros, leva-se cerca de 1800 líquidos para casa".
Bruno Mascarenhas defendeu ainda que é preciso encontrar balanço de modo a "dar mais produtividade às empresas" e a que as pessoas levem mais dinheiro para casa no final do mês.
"Não é com esta carga brutal de impostos que temos que conseguimos resolver o problema", explicou.