Pedro Abrunhosa: «A Inteligência Artificial rouba. É o que faz»

| 02 de Setembro de 2026 às 00:42
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Guerra e Paz | 383| Pedro Abrunhosa

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O artista alertou para a manipulação do discurso, a degradação do direito internacional e o isolamento social causado pelo uso excessivo de redes sociais, apontando os concertos e festivais como espaços essenciais de agregação comunitária.

Autor de algumas das mais bonitas canções da música portuguesa nas últimas três décadas e meia, Pedro Abrunhosa é uma das maiores figuras do panorama cultural do País. Em ano de novo álbum, chamado "Inverbo", Pedro Abrunhosa fala com Germano Almeida sobre Inteligência Artificial, política, guerra e, sobretudo, pela necessidade da Paz. 

O artista alertou para a manipulação do discurso, a degradação do direito internacional e o isolamento social causado pelo uso excessivo de redes sociais, apontando os concertos e festivais como espaços essenciais de agregação comunitária.  

Pedro Abrunhosa criticou a concentração de poder na tecno-oligarquia norte-americana, afirmando que a inteligência artificial apenas replica dados do passado, sem capacidade de gerar disrupção estética ou criar a partir do inconsciente humano.  

No âmbito geopolítico e ideológico, sustentou que o avanço da extrema-direita na Europa está associado à influência do setor tecnológico, defendendo a preservação do Estado social e do modelo europeu.  

Relativamente à situação política e social em Portugal, abordou as responsabilidades dos partidos tradicionais perante temas como os baixos salários, a crise da habitação e a desertificação do interior.  

O compositor demonstrou preocupação com os dados da educação, caracterizando o momento atual como o fim do elevador social, e reafirma o papel da arte e da literatura na resistência cultural.