Pedro Frazão tem “um dever reforçado do cumprimento de regras deontológicas e legais”, diz Pedro Proença

| 04 de Dezembro de 2025 às 18:49
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Pedro Frazão tem “um dever reforçado do cumprimento de regras deontológicas e legais”, diz Pedro Proença

O deputado terá castrado o animal numa sala de reuniões na sede do partido.

O advogado Pedro Proença defendeu esta quinta-feira que a castração ilegal realizada a um gato na sede do Chega por Pedro Frazão é um ato clandestino, não um ato médico-veterinário. 

Para Pedro Proença, a situação torna-se mais grave por ter sido realizada por um médico credenciado, por ter “um dever reforçado do cumprimento de regras deontológicas e legais que impões que o ato seja praticado num ambiente licenciado para o efeito”. 

Pedro Frazão, vice-presidente do partido Chega e médico-veterinário, está sob o olhar atento da Ordem dos veterinários, depois de a revista Sábado ter revelado pormenores sobre uma castração que realizou e que foge às regras.   

Em 2021, o partido adotou o gato António. O deputado terá castrado o animal numa sala de reuniões na sede do partido. Pedro Frazão deitou o animal em cima de uma toalha numa secretária da sala, na altura utilizada para receber jornalistas no contexto das eleições presidenciais desse ano. Nas fotografias, é possível ver ainda o rasto de sangue que o animal deixou no chão da sala.   

Caso haja indícios criminais mais gravosos, a Ordem pode mesmo encaminhar o caso para o Ministério Público. Atualmente, o deputado do Chega tem cédula ativa na Ordem, com o número 4420.