Informação Privilegiada
O Presidente da Câmara da Figueira da Foz disse que deve haver controlo da emigração, mas que este não pode ser "desumano".
Pedro Santana Lopes esteve no programa Informação Privilegiada no NOW na noite desta segunda-feira e falou sobre as alterações à lei dos estrangeiros.
O Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz começou por dizer que a lei tem artigos que vão "contra os direitos das pessoas". Explica que "os jesuítas e a própria Igreja Católica apelaram para uma reponderação da lei.
Defende ainda que, na questão das audições, dá razão a ambas as partes: às associações que queriam ser ouvidas e ao Presidente da República que não conseguiu ouvir todas, justificando que "a lista [de associações a ser ouvidas] era muito grande".
Quanto ao conteúdo da lei, Pedro Santana Lopes afirmou que os prazos de resposta aos emigrantes é "muito alargado", às vezes de três a nove meses, e defendeu que se justifica uma reponderação.
Por fim, o autarca da Figueira da Foz concluiu que a lei foi feita "a uma velocidade estonteante", citando a líder da Iniciativa Liberal.
"É preciso ter cuidado para não se passar do oito ao 80. Hoje em dia temos de facto uma sitação muito descontrolada, mas o controlo desumano também não pode ser", disse Pedro Santana Lopes.