Atum-rabilho
A denúncia é feita por uma empresa exploradora com armações no sul do país.
É considerado uma joia culinária no Japão, o que tem elevado o seu valor comercial. A pesca ilegal de atum-rabilho pode comprometer a preservação desta espécie e a campanha em curso. A denúncia é feita pela empresa Real Atunara, com sede em Olhão, uma das duas licenciadas no Algarve para capturar esta espécie seguindo o método da almadrava, uma arte de pesca sustentável que evita a destruição do fundo do mar e respeita a preservação da espécie.
De acordo com a empresa, "o atum-rabilho é uma espécie protegida que está sujeita a quotas rigorosas por organismos internacionais". Referem ainda que foram alvo "de uma intrusão deliberada motivada pelo elevado valor comercial do atum-rabilho. É um ataque à economia local, à legalidade e à herança marítima que a empresa preserva", afirmam.
No início deste ano um exemplar de atum-rabilho, com 276 quilos, foi vendido num leilão no Japão por 1,3 milhões de euros.
De acordo com a empresa algarvia, circulam na internet fotos e vídeos desta pesca ilegal, o que poderá ajudar as autoridades a identificar os responsáveis pelos crimes.