Péter Magyar toma posse como novo primeiro-ministro da Hungria

| 09 de Maio de 2026 às 15:05
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Péter Magyar

O eurodeputado conservador de direita pôs fim ao reinado de 16 anos de Viktor Orbán.

Nascido em 1981, em Budapeste, no seio de uma família conservadora, Péter Magyar cresceu no coração do “universo” que mais tarde viria a desafiar. 

Advogado de formação e eurodeputado desde 2024, aderiu ao Fidesz — partido ultraconservador de direita de Viktor Orbán — em 2003 e, três anos depois, casou com Judit Varga - colega de partido de quem acabou por se divorciar. 

Passaram vários anos juntos em Bruxelas antes de regressarem à Hungria em 2018. No ano seguinte, Varga assumiu o cargo de ministra da justiça de Orbán. 

A rutura de Péter Magyar com o Fidesz chegou mais tarde, em 2023, quando o ainda primeiro-ministro forçou a demissão de Judit Varga — e da então presidente da república —, devido ao alegado encobrimento de um escândalo de abuso sexual de menores que abalou o país. 

Nesta altura, Péter Magyar acusou o partido de usar as duas mulheres como bodes expiatórios e entrou em rota de colisão com o Fidesz. Pouco tempo depois, fundou o seu próprio partido, o Tisza de centro-direita, que alcançou uma supermaoria de dois terços nas eleições legislativas. 

O programa que Péter Magyar apresentou aos eleitores, durante os dois anos em que percorreu o país, tem um pendor deliberadamente doméstico: melhorar o nível de vida dos húngaros, revitalizar uma economia estagnada, combater a inflação e erradicar a corrupção. 

A prioridade imediata do próximo líder do executivo será desbloquear os milhares de milhões em fundos europeus congelados por Bruxelas devido a preocupações com o estado de direito.  Aparentemente menos hostil relativamente à UE e à Ucrânia do que Orbán, Péter Magyar pretende criar um ambiente empresarial previsível para atrair investidores ocidentais.

Com esta promessa em mente, a vitória de Péter Magyar foi o suficiente para levar o principal índice bolsista da Hungria a máximos históricos e a moeda ao nível mais elevado face ao euro dos últimos três anos.