Pinto Luz sobre a TAP
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O ministro das Infraestruturas revelou que a empresa escolhida pelo Governo em setembro pode começar a orientar a companhia aérea antes de ser formalmente acionista. Burocracia europeia adia entrada no capital para 2027.
O Governo poderá decidir em setembro o comprador de uma posição minoritária na TAP, mas a entrada efetiva no capital da companhia só acontecerá em 2027.
Para colmatar essa lacuna, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu que o futuro parceiro pode iniciar a cogestão da TAP ainda em 2026, em conjunto com a atual administração, mesmo sem ser ainda acionista.
Em entrevista à 'Antena 1', no programa 'Política com Assinatura', Pinto Luz atribuiu o atraso a uma Europa "demasiado burocrática e penalizadora dos tempos de decisão", referindo-se às instituições que terão de se pronunciar sobre o processo antes de qualquer entrada formal no capital.
A disputa pela companhia aérea portuguesa está agora reduzida a dois candidatos, a Lufthansa e a Air France-KLM, depois de um terceiro interessado ter desistido. Os interessados têm até ao final de julho para apresentarem propostas vinculativas.
Na mesma entrevista, o ministro abordou as obras em curso no Aeroporto Humberto Delgado, classificando-as como um "custo político" para o Executivo. "Temos custos políticos com isto? Temos, e os custos são um aeroporto que é um estaleiro. Mas tem de ser para fazermos aquilo que não foi feito em oito anos", afirmou, pedindo "desculpa aos portugueses por oito anos de indecisões".
Quanto ao novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete, Pinto Luz garantiu que o projeto avança a "ritmo aceleradíssimo", assegurando que a ANA Aeroportos de Portugal entregará ao Estado, em janeiro de 2028, o projeto, a avaliação de impacto ambiental e as condições económico-financeiras para a sua execução.