Empresa do ramo da segurança privada é suspeita de associação criminosa, fraude contra a segurança social, fraude fiscal e falsidade informática.
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta quinta-feira a apreensão, no Grande Porto, de mais de 686 mil euros, depositados num cofre bancário, no âmbito de uma investigação por fraude que "causou prejuízo de milhões" ao Estado.
Em causa está a atuação de uma empresa do ramo da segurança privada, respetivos administradores e um terceiro elemento com funções ao nível da gestão de pessoal, que foi investigada por suspeita de associação criminosa, fraude contra a segurança social, fraude fiscal e falsidade informática.
Segundo a PJ, os suspeitos recorreram a um "expediente fraudulento" para camuflar o pagamento de trabalho suplementar prestado pelos seus colaboradores, "subtraindo-o ao cumprimento das obrigações fiscais e contributivas". Com este comportamento, causaram "um prejuízo significativo" ao erário público, que, no que respeita a contribuições para a Segurança Social, "poderá ascender a mais de três milhões de euros", explicou a polícia em comunicado.
De acordo com a PJ, em fase anterior da investigação, foram realizadas diversas buscas domiciliárias e não domiciliárias, das quais resultou a constituição de quatro arguidos, bem como a detenção de uma pessoa pela prática do crime de detenção de arma proibida.
Nessas diligências, foram ainda apreendidos montantes significativos em numerário, material informático, designadamente smartphones, computadores portáteis e suportes de armazenamento digital, documentação diversa relacionada com a gestão de recursos humanos, incluindo mapas de horas e registos de trabalho, bem como uma arma de fogo e respetivas munições.
Com a apreensão agora efetuada, o valor global de numerário apreendido no âmbito dos autos "ultrapassa um milhão de euros, o que vem reforçar os indícios já recolhidos quanto à dimensão da atividade ilícita em investigação". O inquérito é titulado pelo Ministério Público de Santa Maria da Feira.