PJ do Norte detém homem por falsificar centenas de contratos de arrendamento para ajudar imigrantes ilegais
Só uma das casas era formalmente a casa de 700 pessoas.
Tem 36 anos, nacionalidade colombiana e é residente legal em Portugal. Elaborou centenas de contratos de arrendamento falsos no Grande Porto com o único objetivo de permitir a emissão de atestados de residência nas juntas de freguesia do Porto e arredores. Para isso, recebia quantias avultadas de imigrantes que depois pretendiam iniciar os processos de legalização junto da AIMA.
A ele recorreram mais de mil pessoas, oriundas principalmente da Argélia, da Tunísia e de Marrocos. Só numa das casas usadas para os falsos arrendamentos, junto à Estrada da Circunvalação, estavam registadas como 'moradores' cerca de 700 pessoas, mas havia outras casas usadas para os falsos contratos, no Bonfim e em Paranhos, no Porto e também em Vila Nova de Gaia.
O suspeito agora detido seria o braço direito do líder do esquema, já detido já pela PJ no final de junho e atualmente em prisão preventiva. A este arguido foram aplicadas medidas de coação menos gravosas.
Indiciado por crimes de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, saiu em liberdade sujeito a apresentações bissemanais às autoridades, proibição de contactos e apreensão do passaporte.