PJ
O arrombamento da porta de casa da família da vítima também está a ser averiguado.
Um rol de queixas apresentadas sobre a atuação de agentes da PSP no caso Odair Moniz levou a Polícia Judiciária a entrar em campo.
Em causa está o comportamento de polícias nas noites dos tumultos logo após a morte do cidadão cabo-verdiano, no dia 21 de outubro do ano passado, incluindo uma alegada invasão à casa da viúva de Odair. A família confirma que a porta da entrada foi arrombada, facto que a Polícia de Segurança Pública nega categoricamente, apesar de advogada da família de odair ter apresentado fotografias e um vídeo com a porta danificada.
Mas haverá mais queixas feitas nas noites a seguir à morte de Odair Moniz. De acordo com o jornal "Público" há ainda outros casos que envolvem elementos da PSP que estão a ser passados a pente fino pelos investigadores.
Odair Moniz, de 43 anos, morreu no Bairro da Cova da Moura, na Amadora, depois de uma perseguição policial ao carro que conduzia. Terá ignorado as ordens de uma patrulha.
Segundo a acusação, Odair Moniz tentou fugir e resistir à detenção, mas não terá havido qualquer ameaça com recurso a arma branca, o que contraria o comunicado oficial da PSP. O Ministério Público aponta ainda que o agente que fez dois disparos em zonas vitais do corpo sabia que poderiam causar a morte da vítima.
O agente de 28 anos está acusado de homicídio e vai ser julgado no tribunal de Sintra por um crime punível com pena de oito a 16 anos de prisão. O polícia está ainda de baixa médica e sem data prevista para regressar ao trabalho.