Polícia Judiciária detém mais um suspeito de pertencer a rede criminosa liderada pelo advogado Paulo Topa
Em causa está um esquema de delapidação de património e falências fraudulentas que rendeu milhões de euros.
É o 11º detido na sequência do caso conhecido como a Máfia das Insolvências. Trata-se de um empresário estrangeiro, de 56 anos, que de acordo com a Polícia Judiciária interveio no esquema criminoso, dissipando de forma ilegítima o património de empresas em processo de insolvência.
Está indiciado pela prática dos crimes de associação criminosa, corrupção, burla qualificada, insolvência dolosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
Em março, a Polícia Judiciária tinha já efetuado a detenção de dez pessoas, entre as quais três ex-administradores de insolvência, um advogado e seis empresários e comerciantes.
São suspeitos de integrarem o esquema liderado pelo advogado Paulo Topa, suspeito de desviar dez milhões de euros e que se encontra em prisão preventiva desde dezembro, altura em que foi detido pela terceira vez pela PJ.
De acordo com a investigação, a rede terá usado créditos falsos e documentação forjada para se apropriar do património de empresas em falência, beneficiando assim os insolventes e lesando os verdadeiros credores.
Entre os mais de 100 arguidos do processo está Eugénio Campos. O conhecido joalheiro terá pedido ajuda ao advogado Paulo Topa e, de acordo com o Ministério Público, aceitou entrar no plano de delapidação de património de forma a fugir ao pagamento de dívidas.