Portugal
Um estudo do Ministério da Economia recomenda uma "reavaliação contínua" deste cenário de dependência.
A pandemia e a guerra na Ucrânia fizeram com que os países da União Europeia apostassem mais na autonomia e na diversificação dos parceiros comerciais, mas no ano passado, a dependência de Portugal de produtos externos voltou a aumentar.
São as conclusões de um estudo do Ministério da Economia, que diz que Portugal está altamente dependente de 270 produtos de outros países.
Em conjunto, estes produtos correspondem a mais de 13% do total das importações nacionais de bens, o que equivale a cerca de 12 mil milhões de euros.
No topo da tabela estão os têxteis, seguem-se os produtos químicos, aparelhos mecânicos e equipamentos elétricos, produtos vegetais e os metais básicos.
24% destes produtos importados são quase em exclusivo vindos de um só país, a China, e a probabilidade de serem substituídos por bens “made in Portugal” é muito reduzida.
Portugal está cada vez mais dependente do gigante asiático no que toca a têxteis e aparelhos mecânicos e elétricos, e a pandemia só veio agravar esta tendência.
Com a autonomia do bloco europeu novamente em foco, o estudo do governo alerta que os decisores políticos e as empresas devem continuar vigilantes, adaptáveis e resilientes para se ajustarem a um cenário complexo.
Devem também reavaliar as parcerias comerciais para reduzir o risco, diversificando os fornecedores.
No ano passado, o número de produtos que Portugal só compra à China subiu para um valor recorde e no segundo lugar da tabela surge um país que tem causado caos nas trocas comerciais: os Estados Unidos.