Portugal
A conclusão é de uma análise do banco ING, que coloca o país ao lado de Espanha, Itália e Bélgica.
Com a ameaça dos EUA de reduzirem o apoio à Ucrânia, os países da União Europeia vão ter de acelerar os gastos com a defesa. A nova meta da NATO prevê que os membros gastem 3,5% do PIB e Portugal é um dos estados-membros que terão o maior esforço orçamental.
A conclusão é do banco holandês ING, que coloca ao lado de Portugal países como Espanha, Itália e Bélgica.
A despesa pública portuguesa com defesa atingiu os 1,5% do PIB, de acordo com dados de junho do ano passado. São cerca de 4,5 mil milhões de euros e, para atingir a nova meta, a despesa teria de aumentar para cerca de 10,3 mil milhões.
Resta saber como a Europa vai financiar este reforço nas verbas. A emissão de dívida comum já foi colocada em cima da mesa e tem a vantagem de atirar para mais tarde e de forma mais distribuída o impacto nas contas públicas, mas até aqui parece apenas restar aos estados-membros arranjarem meio para se financiarem.
A Presidente da Comissão Europeia anunciou que irá propor que o investimento em defesa possa ficar de fora das regras orçamentais e Portugal precisaria disto, uma vez que, mesmo sem incluir os investimentos extra para atingir a atual meta da NATO, Portugal está em risco de desvio já este ano e em 2027.
Em causa está a ativação da cláusula de derrogação para os investimentos em defesa. As despesas elegíveis de exclusão ainda não estão definidas, mas Ursula von der Leyen assegurou que terá de obedecer a critérios. Fora da equação podem ficar salários e pensões - o grosso do que Portugal gasta em defesa.
No entanto, uma subidas de impostos como financiamento parece ficar já de fora.
O instituto alemão Kiel conclui que a economia europeia poderá acelerar com o reforço da meta da defesa, mas só se isso não significar um agravamento da carga fiscal.