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Filipe Alves, diretor do Diário de Notícias, esteve no NOW esta segunda-feira e analisou o conflito entre os Estados Unidos e o Irão, afirmando que 'Portugal não tem nenhum interesse direto naquela região'. Sobre a possibilidade de envolvimento militar português, sublinhou que 'não há vontade política'. O analista comentou as recentes declarações de Israel sobre armas nucleares, observando que 'quando se fala dum cenário destes, é impossível não ter várias interpretações para essas declarações'. Sobre a estratégia militar, explicou que 'estamos a falar de drones que custam cinco mil euros ou dez mil euros e que para eliminar uma ameaça dessas são gastos vinte ou trinta milhões de dólares', destacando as dificuldades de uma guerra assimétrica. Filipe Alves também comparou a situação à crise do Suez em 1956, quando a Inglaterra e a França 'tiveram uma grande vitória militar' mas 'no fim do dia tiveram que retirar'. Relativamente à NATO, o diretor do Diário de Notícias observou que qualquer envolvimento no Golfo Pérsico 'estaria fora da zona da aplicação do tratado', concluindo que a participação portuguesa é 'muito pouco provável'.