Português suspeito de homicídios nos Estados Unidos grava vídeos de confissão dos ataques

| 07 de Janeiro de 2026 às 11:03
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Português suspeito de homicídios nos Estados Unidos grava vídeos de confissão dos ataques

O homicida deixou claro que não iria pedir desculpa pelos crimes.

Cláudio Valente, o português suspeito de vários homicídios nos Estados Unidos, gravou vídeos de confissão dos ataques que mataram dois estudantes, na Universidade de Brown, e o físico português Nuno Loureiro.  

Queria agir “mais ao menos” nos seus próprios termos e garantir que não seria ele a sofrer mais com os crimes. 

De acordo os novos dados do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, esta é uma das várias explicações apresentadas por Cláudio Valente num dos quatro vídeos que gravou logo após o ataque à Universidade de Brown, a 13 de dezembro, e o homicídio de Nuno Loureiro a 15 de dezembro.  

No primeiro vídeo, Cláudio Valente começou por explicar que tudo foi planeado ao pormenor durante três anos. Considerou também que a forma como cometeu os homicídios foi “um pouco incompetente”, mas concluiu que pelo menos “algo foi feito”. Neste registo, que é o mais longo, o homicida de 48 anos revelou não estar extremamente satisfeito com o que fez, mas deixou bem claro que não se arrepende.  

“Não vou pedir desculpa porque, ao longo da minha vida, ninguém alguma vez se desculpou de forma sincera comigo. Nas poucas vezes em que pareceu ter acontecido, mais tarde privei com as pessoas e as conversas que tivemos mostraram que era tudo falso. Por isso, não vão conseguir nada da minha parte”, declarou. 

Cláudio Valente disse também que não se importava com a forma como era julgado, nem como pensavam dele. Além de ter dito que antecipava a maioria das reações, referiu também ter gostado, em particular, de ter sido chamado de “animal” por Donald Trump. O suspeito garantiu ainda que não tinha ódio por ninguém.  

“Eu disse que não sentia ódio pelos Estados Unidos, mas também não sinto amor. O mesmo acontece com a maioria dos sítios onde estive, incluindo Portugal”, explicou. 

Por fim, no quarto e último vídeo, o português insistiu várias vezes em como estava na posse de todas as suas habilidades cognitivas na altura dos crimes e revelou mais pormenores sobre o local onde queria fazer o ataque na Universidade de Brown. 

"Nunca quis fazê-lo num auditório, sempre quis fazê-lo numa sala de aula normal. [...] Eu tive imensas oportunidades, especialmente este semestre”.  

Durante cerca de 11 minutos, Cláudio Valente acabou por confessar os crimes. Ainda assim, por esclarecer ficaram as motivações que levaram aos ataques.