Barómetro da Intercampus para o NOW
Quando o documento avançar para discussão e votação na assembleia da república, a maioria dos inquiridos defende que o Governo deve procurar um consenso tanto com o chega como com o PS.
Numa altura em que estão a chegar ao fim as negociações na concertação social, a maioria dos inquiridos do barómetro da Intercampus para o NOW considera que a reforma laboral do governo é desequilibrada a favor dos patrões.
Mais de três quartos dos inquiridos acha que as alterações propostas às leis do trabalho beneficiam mais as empresas. Um número muito idêntico de inquiridos defende que a reforma laboral deveria, pelo contrário, beneficiar mais os trabalhadores.
Apenas 12% acreditam que o anteprojeto é mais favorável aos trabalhadores e são somente 8,9% os que entendem que deveria beneficiar mais os empregadores. Há ainda 12,3% que dizem que a lei laboral deveria equilibrar os interesses de ambas as partes.
Quando a proposta avançar para discussão e votação na Assembleia da República, uma maioria dos inquiridos defende que o Governo deve procurar um consenso tanto com o Chega como com o PS.
Seguem-se os inquiridos que apontam o PS como parceiro preferencial para negociar as alterações às leis do trabalho. Por sua vez, cerca de 15% acreditam que o Chega deveria ser a escolha do Executivo. Já apenas 8,9% dizem que o Governo devia avançar sozinho sem procurar algum consenso com a oposição.
Por outro lado, em relação ao próximo Orçamento do Estado, uma maioria dos inquiridos considera que o Governo deve procurar o apoio dos socialistas para aprovar as contas em 2026. Em comparação, apenas 17,3% aponta o Chega como parceiro preferencial. Mas há ainda 36% a defender que o entendimento deve ser com ambos os partidos.
Refletindo a preocupação dos portugueses com a estabilidade política, a esmagadora maioria defende que se o orçamento for chumbado o Governo deve elaborar um outro Orçamento.
Uma minoria aponta que mesmo com o documento rejeitado pelo parlamento, o executivo deve continuar a governar em duodécimos. Só 18,6% dos inquiridos defendem a convocação de eleições legislativas antecipadas, um cenário já afastado pelo novo Presidente da República, António José Seguro.
A Sondagem realizada pela INTERCAMPUS para o NOW teve com objetivo de conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional, incluindo a intenção de voto em eleições legislativas. Responderam à sondagem, portugueses de norte a sul do país, desde os18 anos, eleitoralmente recenseada e residente em Portugal Continental.
A amostra é constituída por 608 entrevistas, sendo que cerca de 52% dos inquiridos foram mulheres.
O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de cerca de 4,0%. Já a taxa de resposta obtida neste estudo foi de: 56,1%.