NOW
Já Joana Mortágua apoiou o veto presidencial, sublinhando que "a homofobia não é um princípio constitucional".
O debate do programa 'Provas Dadas' desta quinta-feira, no NOW, centrou-se no recente veto do Presidente da República, António José Seguro, ao diploma do Chega que visava proibir bandeiras de "natureza ideológica" em edifícios públicos. Rita Matias criticou a decisão, afirmando que "a postura que ele tem não é de conciliação, é de polarização", e defendeu que "não há nada que simbolize mais a paz, os direitos humanos e a história do que a bandeira portuguesa".
A deputada do Chega questionou ainda a legitimidade de um cartaz exibido na Marcha LGBT que sugeria incendiar o Parlamento.
Em resposta, Joana Mortágua apoiou o veto presidencial, sublinhando que "a homofobia não é um princípio constitucional" e que "a igualdade é um princípio constitucional".
A deputada do Bloco de Esquerda acusou o Chega de criar "guerrinhas culturais" para desviar a atenção de questões laborais e sociais, criticando a aproximação do partido ao Governo de Luís Montenegro.
Já a comentadora Aline Gallasch-Hall de Beuvink considera que o Presidente cedeu a "receios interpretativos" e esqueceu a "neutralidade institucional". Aline frisou que "o Estado neutro não é um Estado indiferente", mas defendeu que a proteção de minorias deve ser feita através de leis e políticas públicas, e não com a exibição de bandeiras em edifícios do Estado.
O painel abordou ainda a política internacional, nomeadamente as negociações de Donald Trump com o Irão.