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Postura do Presidente da República "é de polarização", diz Rita Matias após veto à proibição de bandeiras ideológicas

| 12 de Junho de 2026 às 10:16
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Já Joana Mortágua apoiou o veto presidencial, sublinhando que "a homofobia não é um princípio constitucional".

O debate do programa 'Provas Dadas' desta quinta-feira, no NOW, centrou-se no recente veto do Presidente da República, António José Seguro, ao diploma do Chega que visava proibir bandeiras de "natureza ideológica" em edifícios públicos. Rita Matias criticou a decisão, afirmando que "a postura que ele tem não é de conciliação, é de polarização", e defendeu que "não há nada que simbolize mais a paz, os direitos humanos e a história do que a bandeira portuguesa".

A deputada do Chega questionou ainda a legitimidade de um cartaz exibido na Marcha LGBT que sugeria incendiar o Parlamento.

Em resposta, Joana Mortágua apoiou o veto presidencial, sublinhando que "a homofobia não é um princípio constitucional" e que "a igualdade é um princípio constitucional".

A deputada do Bloco de Esquerda acusou o Chega de criar "guerrinhas culturais" para desviar a atenção de questões laborais e sociais, criticando a aproximação do partido ao Governo de Luís Montenegro. 

Já a comentadora Aline Gallasch-Hall de Beuvink considera que o Presidente cedeu a "receios interpretativos" e esqueceu a "neutralidade institucional". Aline frisou que "o Estado neutro não é um Estado indiferente", mas defendeu que a proteção de minorias deve ser feita através de leis e políticas públicas, e não com a exibição de bandeiras em edifícios do Estado.

O painel abordou ainda a política internacional, nomeadamente as negociações de Donald Trump com o Irão.