Preços da energia mais elevados mas autoridades afastam para já risco de cortes no abastecimento
Agência reafirma que se trata de uma "crise de preços", não de escassez, e sublinha que não há falhas no abastecimento.
O contexto internacional e geopolítico já está a exigir respostas no terreno e a ADENE — Agência para a Energia publicou medidas de ajuda.
a entidade responsável por promover a eficiência energética e apoiar políticas públicas no setor lançou o "manual de poupança – crise energética", um guia prático que traduz uma crise global em medidas concretas para reduzir consumos e aliviar a fatura.
O objetivo é ajudar os consumidores a tomar decisões mais informadas e a reduzir custos de forma imediata.
Em primeiro lugar, a agência reafirma que se trata de uma "crise de preços", não de escassez, e sublinha que não há falhas no abastecimento — mas há efeitos económicos relevantes.
Na prática, traduz-se em: faturas mais elevadas, combustíveis mais caros e maior pressão sobre empresas e serviços públicos. Ao mesmo tempo, cresce a recomendação a nível europeu para reduzir a procura. Bruxelas aponta diretamente ao setor dos transportes, sugerindo menos deslocações e maior recurso ao teletrabalho.
isto é o que pode fazer já — e que faz diferença:
Ajuste a climatização para 18–19ºC no inverno e 25–26ºC no verão, sendo que "cada grau fora deste intervalo aumenta o consumo cerca de 4%";
Reduza a temperatura da água quente, que pode representar até 30% da fatura;
Evite consumos em "standby", responsáveis por até 10% do consumo;
Utilize eletrodomésticos apenas com carga completa.
A agência recomenda ainda reduzir viagens não essenciais e privilegiar transportes públicos, partilhar deslocações e recorrer ao teletrabalho sempre que possível.