REN
O banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos foi chamado por parte da Parpública a fazer uma avaliação à aquisição e teve em conta parâmetros como o preço-alvo ou a possibilidade de o negócio dar direito a lugares na administração.
A compra de mais de 13% da REN representa um regresso ao capital da empresa que gere as redes de eletricidade e gás, 14 anos depois de ter sido privatizada.
O negócio resultou de uma “vontade política” do governo português, que, antes da aquisição, pediu uma avaliação ao banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos.
E foi desta avaliação que resultou o prémio na ordem dos 15% que a Parpública pagou aos espanhóis da Pontegadea.
O prémio consiste na diferença entre o valor pago, neste caso, pelo estado, por cada ação e o valor considerado justo, tendo em conta não só a cotação dos títulos, mas também outros fatores.
No entanto, é um valor abaixo do prémio que recebeu em 2012, quando privatizou a empresa. Então, a chinesa Stategrid pagou um prémio de 50% ao estado para ficar com 25% da REN.
Os analistas do banco elaboraram considerações sobre o potencial prémio agora pago aos espanhóis, que foram entregues ao Tribunal de Contas e consultadas agora pelo Negócios.
Com base em metodologias qualitativas e quantitativas, o banco concluiu que a valorização implícita da REN situava-se entre 4,19 e 4,28 euros por ação, ou seja, um prémio de cerca de 13,9% a 16,3%” face ao preço médio ponderado dos últimos seis meses.
O ponto médio apontava para 15,1%, que acabou por ficar próximo do valor final de 4,25 euros por ação pago pela Parpública, num total de 389,8 milhões de euros.