“Presidente da República quis fazer uma pequena demarcação”, diz Pedro Santana Lopes sobre lei da nacionalidade

| 04 de Maio de 2026 às 23:13
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Informação Privilegiada

O autarca considerou que “se ele promulgasse e não dissesse nada, seria estranho”, realçando que é uma lei “que deve ser muito consensual”, pois decide “quem tem direito ou não à nacionalidade portuguesa”.

O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, esteve no programa Informação Privilegiada esta segunda-feira, no NOW e falou sobre a promulgação da lei da nacionalidade pelo Presidente da República. 

O autarca explicou que António José Seguro “quis fazer uma pequena demarcação” ao lamentar não ter havido “maior consenso em torno das suas linhas essenciais”. 

“É compreensível. Se ele promulgasse e não dissesse nada, acho que seria estranho”, defendeu Pedro Santana Lopes, realçando que é uma lei “que deve ser muito consensual”, pois decide “quem tem direito ou não à nacionalidade portuguesa”. 

“Não deve ser uma matéria de grande fratura. Mas o que é facto é que nos tempos que corremos essas matérias, e as questões da xenofobia e do racismo e tudo isso, andam a provocar muitas fraturas”, acrescentou. 

Pedro Santana Lopes lembrou ainda que Portugal teve um “grande movimento migratório”, mas sublinhou que o país “precisa de mais migrantes”. 

Ainda assim, defendeu que é preciso haver um “controlo de legalidade nas entradas, na aquisição do visto de residência e depois da questão da nacionalidade”.