Informação Privilegiada
O autarca considerou que “se ele promulgasse e não dissesse nada, seria estranho”, realçando que é uma lei “que deve ser muito consensual”, pois decide “quem tem direito ou não à nacionalidade portuguesa”.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, esteve no programa Informação Privilegiada esta segunda-feira, no NOW e falou sobre a promulgação da lei da nacionalidade pelo Presidente da República.
O autarca explicou que António José Seguro “quis fazer uma pequena demarcação” ao lamentar não ter havido “maior consenso em torno das suas linhas essenciais”.
“É compreensível. Se ele promulgasse e não dissesse nada, acho que seria estranho”, defendeu Pedro Santana Lopes, realçando que é uma lei “que deve ser muito consensual”, pois decide “quem tem direito ou não à nacionalidade portuguesa”.
“Não deve ser uma matéria de grande fratura. Mas o que é facto é que nos tempos que corremos essas matérias, e as questões da xenofobia e do racismo e tudo isso, andam a provocar muitas fraturas”, acrescentou.
Pedro Santana Lopes lembrou ainda que Portugal teve um “grande movimento migratório”, mas sublinhou que o país “precisa de mais migrantes”.
Ainda assim, defendeu que é preciso haver um “controlo de legalidade nas entradas, na aquisição do visto de residência e depois da questão da nacionalidade”.