Numa mensagem de vídeo gravada antes de ser escoltado, Yoon Suk-yeol disse que concordou submeter-se ao interrogatório para evitar "derramamento de sangue".
O Presidente deposto da Coreia do Sul foi detido esta terça-feira, anunciaram as autoridades do país, quase um mês e meio após Yoon Suk-yeol ter declarado lei marcial.
A equipa de investigação "executou um mandado de detenção contra o Presidente Yoon Suk-yeol, declarou o Gabinete de Investigação de Corrupção para Altos Funcionários da Coreia do Norte.
Depois de uma primeira tentativa falhada de deter Yoon, no início de janeiro, agentes do CIO e da polícia chegaram em grande número, antes de amanhecer, à residência presidencial, num bairro nobre de Seul, onde o antigo procurador permanece sem sair há semanas.
Numa mensagem de vídeo gravada antes de ser escoltado, Yoon disse que concordou submeter-se ao interrogatório para evitar "derramamento de sangue".
"Decidi responder ao Gabinete de Investigação de Corrupção", anunciou Yoon numa mensagem de vídeo, acrescentando que não reconhece a legalidade da investigação, mas que o fará "para evitar qualquer infeliz derramamento de sangue", afirmou na mensagem, gravada antes de as forças da ordem invadirem a residência presidencial esta manhã.
Yoon, que está a ser investigado por rebelião, na sequência da declaração de lei marcial em 3 de dezembro, é o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido.
Suspenso pelos deputados e objeto de investigação por rebelião, o líder conservador tem-se recusado desde o início a prestar declarações sobre a declaração de lei marcial, o que levou os procuradores a emitirem um mandado de detenção.
Yoon pode permanecer sob custódia policial durante 48 horas, ao abrigo do atual mandado. Os investigadores terão de solicitar um novo mandado para prolongar a detenção.
Yoon surpreendeu o país em 3 de dezembro ao declarar lei marcial, uma medida que fez lembrar os dias negros da ditadura militar sul-coreana e que justificou com a intenção de proteger o país das "forças comunistas norte-coreanas" e de "eliminar elementos hostis ao Estado".
No entanto, a Assembleia Nacional frustrou os planos presidenciais ao votar a favor do levantamento do estado de emergência.
Pressionado pelos deputados e por milhares de manifestantes pró-democracia, Yoon foi obrigado a revogar a decisão.